O projeto Mulheres em Ciranda, desenvolvido pelo Movimento de Educação de Base (MEB), em parceria com o Ministério das Mulheres, reuniu 86 mulheres das comunidades do Itapoã, Sobradinho e São Sebastião, no Distrito Federal, superando a previsão inicial de 60 participantes.
Fundamentado nos princípios da educação popular, o projeto buscou construir espaços de aprendizagem, diálogo e troca de saberes, reconhecendo as experiências de vida, os conhecimentos e as potencialidades de cada mulher como parte fundamental do processo educativo.
Entre os principais resultados, destacam-se a ampliação do acesso à formação, o desenvolvimento de habilidades produtivas, a valorização dos conhecimentos populares e o fortalecimento da organização coletiva e do protagonismo feminino. A exposição de encerramento, realizada no dia 17 de outubeo em São Sebastião, também representou um momento importante dessa trajetória, permitindo que as participantes compartilhassem com a comunidade os frutos de seu aprendizado e dessem visibilidade ao trabalho construído ao longo das oficinas.
Oficinas trabalham a autonomia das mulheres
Ao longo dessa caminhada, foram desenvolvidas oficinas de corte e costura, produção de geleias artesanais, fabricação de velas, bordado, bijuterias, reaproveitamento de garrafas PET, informática e empreendedorismo. Mais do que ensinar técnicas, as atividades procuraram relacionar os conhecimentos trabalhados à realidade das participantes, valorizando seus saberes e ampliando as possibilidades de trabalho, produção e geração de renda
O projeto também promoveu rodas de conversa sobre violência doméstica e empreendedorismo feminino, criando espaços de escuta, reflexão coletiva e partilha de experiências. Esses encontros contribuíram para o fortalecimento dos vínculos comunitários, da autoestima e da compreensão das mulheres sobre seus direitos e suas possibilidades de atuação na sociedade.
O projeto Mulheres em Ciranda reafirma, assim, a educação como um processo coletivo, construído a partir do diálogo entre diferentes saberes e da realidade vivida pelas participantes. Mais do que uma oportunidade de qualificação, o projeto procurou contribuir para que essas mulheres reconheçam suas capacidades, fortaleçam sua autonomia e ampliem suas possibilidades de transformar a própria realidade e a de suas comunidades.

