COP30: MEB e Cúpula dos Povos pedem justiça climática e popular

COP30: MEB e Cúpula dos Povos pedem justiça climática e popular

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O Movimento de Educação de Base (MEB) destaca a convergência entre a Declaração da Cúpula dos Povos e a discussões realizadas pelo MEB em preparação à COP30. Ambas as manifestações reafirmam que a justiça climática é inseparável da justiça social, e colocam o Sul Global e a Amazônia no centro da busca por soluções transformadoras. A Cúpula dos Povos reuniu mais de 70.000 pessoas — incluindo povos originários, camponeses/as, quilombolas e trabalhadores/as — que exigiram mudanças profundas no modelo de desenvolvimento.

A Declaração da Cúpula aponta o modo de produção capitalista como a principal causa da crise climática, impulsionada pela lógica do lucro. Essa crítica ressoa com a Carta do MEB, que exige uma ecologia integral e social. O documento dos movimentos sociais também denuncia o racismo ambiental, destacando que as comunidades periféricas são as mais atingidas pelos extremos climáticos, um clamor que ecoa as lutas das comunidades de base do MEB contra queimadas, falta d’água e poluição.

O documento da Cúpula defende que o ar, as florestas, as águas, as terras e a energia são bens comuns dos povos e não podem ser privatizados. Exige o fim da exploração de combustíveis fósseis e defende que o financiamento climático seja pago pelos mais ricos e corporações por meio de taxação, e não pelos países do Sul global. Por fim, cobra o fim das guerras e a desmilitarização, condenando o genocídio na Palestina.

O MEB endossa a conclusão da Cúpula: a organização é a tarefa política principal para aumentar a consciência e a combatividade dos povos em todo o mundo. A Declaração comprova que a transformação necessária virá da organização popular e da escuta das populações mais atingidas.

Acesse a íntegra da Declaração Final da Cúpula dos Povos na COP30

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